Norvaline

 

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É um análogo do aminoácido de ca-deia ramificada – Valina.
Norvaline por ser um inibidor da Ar-ginase – enzima que impede a pro-dução de óxido nítrico – está direta-mente relacionado com o aumento dos níveis de óxido nítrico sanguí-neo, o que causa consequentemente relaxamento dos vasos sanguíneos, diminuindo assim a pressão sanguí-nea e com isso, o risco de desenvol-vimento de problemas cardiovascu-lares e ataques cardíacos. O sistema imunológico também utiliza óxido nítrico para desativar células cance-rígenas, e os tecidos musculares uti-lizam óxido nítrico (NO) para esti-mular o crescimento.

– Aumenta níveis de óxido nítrico
– Promove a reparação de vasos sanguíneos
– Aumenta o fluxo sanguíneo
– Aumenta a energia
– Aumenta a resistência
– Melhora a força muscular
– Reduz a inflamação
– Coadjuvante no tratamento da impotência

NORVALINE & ARGINASE
Arginase pertence à família de enzimas ureohidrolase.
Arginase catalisa o quinto e último passo no ciclo da uréia. Especificamente, arginase converte L-arginina em L-ornitina e Uréia.

Há duas isoformas distintas da arginase que estão distribuí-das e compartimentalizadas diferenciadamente nos tecidos e células. Estas são designadas como arginase I (AI) e argina-se II (AII). Enquanto a AI é encontrada predominantemente no citosol de células hepáticas, regulando o ciclo da uréia, a AII é grandemente distribuída em tecidos extra-hepáticos, localizada principalmente nas mitocôndrias de células renais, tendo como uma das suas funções a regulação do metabolis-mo da L-arginina, provendo L-ornitina como precursor para biossíntese de glutamato, poliaminas, creatina e prolina . Arginase consiste em três tetrâmeros. A enzima requer um aglomerado de metal de duas moléculas de manganês, a fim de manter suas funções adequadas. Esta enzima possivel-mente está envolvida em um sistema de consumo de argini-na que evita a formação de NO, portando como Norvaline é um inibidor desta enzima, mantêm os níveis de óxido nítrico (NO) aumentados.

 

NORVALINE X EFEITO CARDIOPROTETOR
Estudo de 2011, publicado pelo International Journal of Hypertesion e intitulado como ”Inibidor da arginase, na correção farmacológico da disfunção endotelial”, concluiu que a aplicação de L-norvaline à camundongos do tipo Wistar, impediu o desenvolvimento de dis-funções endoteliais sistêmicas pois promoveu a supressão da atividade da enzima arginase – permitindo um aumento de L-arginina. A ausência de óxido nítrico (NO), conduz ao de-senvolvimento de disfunção endotelial, aumentando portando o risco de desenvolvimento de patologias cardiovasculares. A ação protetora do endotélio é fornecida com o aumento da L-Arginina endógena que consequentemente aumenta os níveis de óxido nítrico.

 

NORVALINE X ÓXIDO NÍTRICO
Estudo de 1998, publicado no The American Journal of Physiology e intitulado como “Arginase modula a produção de óxido nítrico em macrófagos ativados”, testou a hipótese de que a produção de NO pode ser reduzido devido ao fato da arginase esgotar o substrato comum neste tipo de célula. Foi investigado o efeito de um inibidor da arginase, L-norvaline, sobre a produção de NO em macrófagos J774A.1 de camundongos ativadas por lipopolissacarídeo (LPS, 1,0 micrograma / mL) durante 22 h. Na ausência de LPS, os ma-crófagos produziram um nível baixo de NO. Em contraste, a produção de NO a partir des-tas células foi significativamente aumentada na presença de LPS. Aumentar os níveis ex-tracelulares da L-arginina (0,01-0,8 mM) produziu um aumento concomitante da produção de NO por macrófagos ativados. L-norvaline (10 mM), inibiu especificamente a atividade da arginase sem alterar a atividade da NOS, aumentado a produção de NO (55%) a partir de macrófagos ativados. Estes resultados indicam que a arginase pode competir com a NOS para o seu substrato comum e, assim, inibir a produção de NO. Este mecanismo de regulação pode ser particularmente importante quando o fornecimento extracelular de L-arginina é limitado.

 

NORVALINE X PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS
Estudo de 2009, publicado pela BMC Cardiovascular Disorders e intitulado como “Efeitos anti-inflamatórios de L-norvaline – inibidor da arginase pela inibição de S6K1 “, investigou-se se as células endoteliais da arginase II está envolvida na resposta inflamatória nas célu-las endoteliais. Para isso foram isoladas células endoteliais humanas a partir de veias um-bilicais e estas foram estimuladas com TNF-alfa (10 ng / ml) durante 4 horas. A expressão endotelial das moléculas inflamatórias ou seja, molécula de adesão celular vascular-1 (VCAM-1), molécula-1 de adesão intercelular (ICAM-1), e E-selectina foram analisados por imunotransferência.
A indução da expressão de VCAM-1 endotelial, ICAM-1 e E-selectina por TNFalfa foi depen-dente da concentração reduzida por incubação das células endoteliais com o inibidor da arginase, L-norvalina. No entanto, a inibição da arginase por outro inibidor da arginase S-(2-boronoethyl)-L-cisteína (BEC) não teve nenhum efeito. Conclui-se que o inibidor da ar-ginase – L-norvaline exibe efeitos anti-inflamatórios, independentemente de inibição da arginase em células endoteliais humanas. As propriedades anti-inflamatórias de L-norvalina é parcialmente atribuível à sua capacidade por inibir a S6K1.

 

DOSAGEM USUAL: 200 mg a 400mg / dia

 

Indivíduos com doença hepática ou deficiência de arginase não devem tomar suplementos que contenham L-norvaline.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. http://www.musclepharm.com/content/l-norvaline
2. BOUCHER, J. L.; MOALI, C.; TENU, J. P. Nitric oxide biosynthesis, nitric oxide synthase inhibitors and arginase competition for L-arginine utilization. Cellular and molecular life sciences : CMLS, v. 55, n. 8-9, p. 1015-28, jul. 1999.
3. CHANG, H. et al. Reduction of Ventricular Hypertrophy and Fibrosis in Spontaneously Hypertensive Rats by L-arginine. Heart, v. 48, n. 1, p. 15-22, 2005.
4. Reczkowski RS, Ash DE. Rat liver arginase: kinetic mechanism, alternate substrates, and inhibitors. Arch. Biochem Biophys. 1994 Jul;312(1):31-7.
5. Mihail V Pokrovskiy, Mihail V Korokin, Svetlana A Tsepeleva, Tatyana G Pokrovskaya, Vladimir V Gure-ev, Elena A Konovalova, Oleg S Gudyrev, Vladimir I Kochkarov, Liliya V Korokina, Eleonora N Dudina, Anna V Babko, Elena G Terehova ;Arginase inhibitor in the pharmacological correction of endothelial dysfunction. ;International journal of hypertension 2011: 2011 pg 515047
6. Chiung-I Chang, James C. Liao, and Lih Kuo; Arginase modulates nitric oxide production in activated macro-phages; A m J Physiol Heart Circ Physiol January 1, 1998 274:(1) H342-H348
7. Ming XF, Rajapakse AG, Carvas JM, Ruffieux J, Yang Z (2009) Inhibition of S6K1 accounts partially for the anti-inflammatory effects of the arginase inhibitor L-norvaline. BMC Cardiovasc Disord 9: 12.

 

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Mona Lisa Bevilacqua

Empresária, Graduada em Farmácia Industrial, Pós-graduada
em Manipulação Magistral Alopática, MBA em
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