O DHA é uma fonte vegetariana pura do ômega 3 – ácido docosahexaenóico (DHA). É produzido a partir de microalgas em um processo controlado em vias de fermentação.

 

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Durante o único processo de fermentação, as microalgas são cultivadas em grandes quantidades sob condições totalmente controladas e assim, acumulam quantidades significativas de DHA. Após o processo de fermentação, DHA é extraído e refinado em processos muito similares às utilizadas na produção de óleos vegetais convencionais.

Devido às suas fontes renováveis, DHA é ambientalmente amigável, livre de alérgenos e livre de contaminantes potenciais que normalmente são encontrados em frutos do mar.

PROPRIEDADES:

O DHA presente no corpo é derivado principalmente da ingestão de peixes e frutos do mar. É bem conhecido, no entanto, que a ingestão de DHA com a típica dieta ocidental está bem abaixo dos valores recomendados. A natureza previu um caminho para produzir DHA a partir do ALA (ácido alfa-linolênico) no corpo humano. Durante este processo, o ALA é convertido enzimaticamente para EPA e após, à DHA. No entanto, tornou-se claro que a ingestão do precursor ALA não pode compensar a baixa ingestão de DHA na dieta. Vários estudos de suplementação humana tem abordado a questão do processo de bioconversão e, foi concluído que a conversão de ALA em EPA é limitada e a conversão para DHA é extremamente baixa.

Envelhecimento, doenças e estresse contribuem para esse processo de conversão limitada, bem como a ingestão excessiva de óleos ricos em ômega-6 devido à concorrência para as mesmas enzimas. A captação de DHA da dieta pode ser crítica para a manutenção adequada das concentrações de DHA na membrana. Portanto, as organizações de saúde em todo o mundo fizeram recomendações específicas para aumentar os níveis de DHA. Em um estudo envolvendo mais de 100 vegetarianos saudáveis, 8 semanas de suplementação com DHA mostrou aumentar significativamente os níveis plasmáticos de ambos DHA e EPA em comparação com placebo.

Gravidez

Sob as atuais condições alimentares, a ingestão materna de ácidos graxos de ômega-3 não é suficiente para manter o aumento da demanda durante a gravidez. A maioria das autoridades nacionais e internacionais, portanto, recomendam um aumento da ingestão de DHA durante a gravidez e lactação para pelo menos 200 mg/dia. Após o nascimento, o bebê recém-nascido continua a obter DHA da mãe através da amamentação. O conteúdo de DHA do leite materno está diretamente relacionado com a ingestão dietética de DHA da mãe; a suplementação com DHA aumenta o teor de DHA no leite humano. A insuficiência precoce de DHA (pré e pósnatal) pode significar consequências importantes sobre o crescimento e a função do sistema nervoso central (SNC) e, consequentemente, no desenvolvimento cognitivo e neurológico da criança.

A associação positiva entre a ingestão materna de DHA durante a gravidez e o processamento mental da criança aos 4 anos de idade sugere que a otimização do status de DHA em mulheres grávidas pode oferecer benefícios de desenvolvimento a longo prazo para seus filhos. Nas crianças em idade escolar, o DHA é indicado para ajudar a concentração, atenção regular e controlar o comportamento.

Saúde cerebral

O DHA é um importante bloco de construção estrutural e funcional do cérebro – cerca de 30% dos lipídeos estruturais da massa cinzenta são de DHA. Por isso, não é de estranhar que a deficiência de DHA no início da vida tem sido associada com uma variedade de distúrbios de aprendizagem e cognitivos. DHA é necessário durante o desenvolvimento fetal e infantil para o crescimento e desenvolvimento funcional do cérebro e dos olhos. Em adolescentes, a suplementação de DHA foi proposta para evitar a agressão durante períodos de estresse mental, como em períodos de exames escolares. Nos adultos, o DHA mantém a função normal do cérebro e, evidências científicas relacionam os níveis reduzidos de DHA com um número de perturbações mentais, incluindo depressão, demência, esquizofrenia e a doença de Alzheimer. Depressão e outras doenças mentais em indivíduos idosos estão associadas, significativamente, com níveis de omega-3 inferior do que em indivíduos em idade que necessita de controle.

Saúde dos olhos

A importância do DHA para a função da retina é refletida pela elevada concentração de DHA, especialmente, no fotorreceptor da retina. Lá, este está envolvido na via de sinalização intracelular, que transforma leves sinais em atividade neuronal. Sendo assim, DHA desempenha um papel de grande importância para a saúde dos olhos durante a fase pré-natal e nos primeiros anos de vida, assim como em idosos. Vários estudos em humanos sustentam a importância do consumo adequado de DHA maternal durante a gravidez, visando a maturação do sistema visual da criança. Em dietas de adição de ácidos graxos ricos em ômega-3, especialmente o DHA, o mesmo pode atuar como protetor associado à idade patológica vascular e à retina neural em idosos.

Saúde do coração

Vários estudos científicos demonstram claramente que uma alta ingestão de omega-3, especialmente DHA, está correlacionada com a saúde do coração. Curiosamente, o ácido graxo essencial na dieta precursor de EPA e DHA, ácido alfa-linolênico (ALA), não tem consistentemente sido encontrado para ter efeitos benéficos sobre a saúde cardiovascular. Os efeitos do DHA na saúde do coração incluem efeitos sobre triglicérides, lipoproteína de alta densidade, função das plaquetas, células endoteliais e função vascular, pressão arterial, excitabilidade cardíaca, as medidas de estresse oxidativo, bem como citocinas pró e anti-inflamatórias.

INDICAÇÕES

É possível utilizar o DHA em produtos lácteos, barras de cerais, suplemento alimentar, alimentos dietéticos destinados a fins medicinais específicos, dietas de restrição calórica para perda de peso, bebidas aromatizadas não alcoólicas e sem a presença de carbonatos, à base de água (incluindo bebidas energéticas e bebidas esportivas) e bebidas à base de sumo de frutas.

CONCENTRAÇÃO RECOMENDADA

  • Gestantes ou lactantes: pelo menos 200 mg ao dia;
  • Crianças a partir de 6 anos: 600 mg ao dia;
  • Idosos: 900 mg ao dia;
  • Prevenção e tratamento de ataque cardíaco: 1,0 g ao dia;
  • Redução de triglicérides: de 2,0 a 4,0 g ao dia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Spector AA, Yorek MA. Membrane lipid composition and cellular functions. J Lipid Res 1985;26:1015-35

Innovations in Food Technology. Vegetarian DHA is good for your heart. 2006; p.20.

Connor W.E.,Lowensohn R, Hatcher L. Increased docosahexaenoic acid levels in human new-born infants by administration of sardines and fish oil during pregnancy. Lipids 1996;31:S183–7.

Hornstra G, Al MDM, Vonhouwelingen AC, Foremanvandrongelen MMHP. Essential fatty acids in pregnancy and early human development. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 1995;61:57–62.

Geppert J, Kraft V et al. (2005). Docosahexaenoic acid supplementation in vegetarians effectively increases omega-3 index: A randomized trial. Lipids 40(8):807-814.

Yurko-Mauro K et al. Beneficial effects of docosahexaenoicacido n cognition in age-related cognitive decline. Alzheimers Dement , 2010.

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Mona Lisa Bevilacqua

Formada em Farmácia Industrial, Pós-graduada
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