INIBIDOR DA ENZIMA ARGINASE, PROMOVENDO AUMENTO NOS NÍVEIS DE ÓXIDO NÍTRICO (NO)

Norvaline é um análogo do aminoácido de cadeia ramicada Valina. Promove inibição da Arginase, enzima que promove a conversão de arginina em ornitina, deixando menos substrato para a enzima óxido nítrico sintetase. A arginina sofre ação da óxido nítrico sintetase (NOS), gerando óxido nítrico, que promove o relaxamento da musculatura lisa da parede dos vasos sanguíneos, diminuindo, assim, a pressão sanguínea e o risco de desenvolvimento de problemas cardiovasculares, e melhora da vascularização, aumentando o uxo sanguíneo e a capacidade de contração muscular. O sistema imunológico também utiliza óxido nítrico para desativar células cancerígenas, e os tecidos musculares utilizam óxido nítrico para estimular o seu crescimento.

 

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PROPRIEDADES E BENEFÍCIOS

– Aumenta os níveis de óxido nítrico, aumentando o fluxo sanguíneo;

– Promove a reparação dos vasos sanguíneos;

– Melhora a força muscular e resistência;

– Efeito antiinflamatório,

– Coadjuvante no tratamento da impotência.

 

NORVALINE X EFEITO CARDIOPROTETOR

Estudo de 2011, publicado pelo International Journal of Hypertesion, concluiu que a aplicação de L-norvaline a camundongos impediu o desenvolvimento de disfunções endoteliais sistêmicas, pois promoveu a supressão da atividade da enzima arginase, permitindo um aumento de L-arginina. A ausência de óxido nítrico (NO) conduz ao desenvolvimento de disfunção endotelial, aumentando, portanto, o risco do desenvolvimento de patologias cardiovasculares. A ação protetora do endotélio é fornecida com o aumento da L-Arginina endógena que consequentemente aumenta os níveis de óxido nítrico.

 

NORVALINE X ÓXIDO NÍTRICO (NO)

Estudo de 1998 publicado no The American Journal of Physiology investigou o efeito de Norvaline sobre a produção de NO em macrófagos J774A.1 de camundongos ativadas por lipopolissacarídeo (LPS, 1,0 micrograma / mL) durante 22 h. Na ausência de LPS, os macrófagos produziram um nível baixo de NO. Por outro lado, a produção de NO a partir destas células foi signicativamente aumentada na presença de LPS. Aumentar os níveis extracelulares da L-arginina (0,01-0,8 mM) produziu um aumento concomitante da produção de NO por macrófagos ativados. Norvaline inibiu especicamente a atividade da arginase sem alterar a atividade da NOS, aumentado a produção de NO em 55% a partir de macrófagos ativados. Estes resultados indicam que a arginase pode competir com a NOS para o seu substrato comum e, assim, inibir a produção de NO. Este mecanismo de regulação pode ser particularmente importante quando o fornecimento extracelular de L-arginina é limitado.

 

NORVALINE X PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS

Estudo de 2009, publicado pela BMC Cardiovascular Disorders investigou se as células endoteliais da arginase II estão envolvidas na resposta inamatória nas células endoteliais. Para isso, foram isoladas células endoteliais humanas a partir de veias umbilicais estimuladas com TNF-alfa durante 4 horas. A indução da expressão das moléculas inamatórias, molécula de adesão celular vascular-1(VCAM-1), molécula-1 de adesão intercelular(ICAM-1) e E-selectina por TNFalfa foi dependente da concentração reduzida por incubação das células endoteliais com o inibidor da arginase, norvaline. No entanto, a inibição da arginase por outro inibidor, S-(2-boronoethyl)-L-cisteína (BEC) não teve nenhum efeito. Conclui-se que norvaline exibe efeitos antiinamatórios independentemente da inibição da arginase em células endoteliais humanas.

 

Dosagem usual: 200mg a 400mg ao dia

 

REFERÊNCIAS:

1 – Maria Carolina Borges, Marcelo Macedo Rogero, Julio Tirapegui, Suplementação enteral e parenteral com glutamina em neonatos pré-termo e com baixo peso ao nascer, Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences vol. 44, n. 1, jan./mar., 2008;

2 – Z. Y. Jiang, L. H. Sun,Y. C. Lin,X. Y. Ma,C. T. Zheng,G. L. Zhou, F. Chen and S. T. Zou, Effects of dietary glycyl-glutamine on growth performance, small intestinal integrity, and immune responses of weaning piglets challenged with lipopolysaccharide, J ANIM SCI 2009, 87:4050-4056;

3 – Antonio Machado FELISBERTO-JUNIOR, Fernando Canas MANSO, Vilma Aparecida Ferreira de Godoi GAZOLA, Simoni OBICI, Sandonaid Andrei GEISLER, and Roberto Barbosa BAZOTTE, Oral Glutamine Dipeptide Prevents against Prolonged Hypoglycemia Induced by Detemir Insulin in Rats, Biol. Pharm. Bull. 32(2) 232—236 (2009);

4 – Jackson NC, et al. Effects of glutamine supplementation, GH, and IGF-1 on glutamine metabolism in critically ill pacients. Am. J. Physiol. Endocrinol. Metab. 278(2): E 226-33,2000;

5 – Rogero MM, Tirapegui JO, Pedrosa RG, Pires ISO, Castro IA. Plasma and tissue glutamine response to acute and chronic supplementation with L-glutamine and L-alanyl-L-glutamine in rats. Nutr Res.2004;24:261-70;

6 – Roger C Harris, Jay R Hoffman, Adrian Allsopp, Naomi B.H Routledge, L glutamine absorption is enhanced after ingestion of l-alanylglutamine compared with the free amino acid or wheat protein, Nutrition Research 32 (2012) 272 – 277.

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